terça-feira, 26 de abril de 2011

Como escolher um monitor?


Quando vão comprar um monitor, a maioria das pessoas leva em conta apenas algumas características, como marca, tamanho e preço. E acabam se arrependendo da compra, é sempre bom prestar atenção em outros detalhes que podem fazer a diferença, como resolução, contraste, brilho e conexões disponíveis.
Atualmente, grande parte dos monitores vendidos são de LCD, (Display de Cristal Líquido). Nas lojas, também é possível encontrar monitores do tipo CRT (os monitores de tubo, mais antigos) e LED (uma variação da  LCD).
As imagens no monitor CRT são formadas por um feixe de elétrons que percorre a tela. Esses monitores possuem baixo custo, fornecem ótimo brilho e contraste de cores e podem funcionar em diferentes resoluções sem distorcer muito a imagem, ao contrário do que ocorre nos monitores LCD. Mas consomem mais energia e são bem mais pesados, além de ocorrer um efeito de cintilação (quando fica “piscando” continuamente) em baixas frequências (60 Hz ou menos), o que pode prejudicar a visão a longo prazo.
Uma opção mais moderna é o monitor LCD, mais fino, com menor consumo de energia, livre do efeito flicker e que está cada vez mais barato, tornando-se um excelente custo-benefício. Os monitores de LCD possuem uma iluminação traseira, chamada de backlight, para que os subpixels da tela (vermelho, verde e azul) fiquem iluminados. Ao bloquear parte da luz, por meio de componentes eletrônicos, uma imagem é formada.
No monitor LED, essa iluminação é feita por pequenas lâmpadas de LED, o que proporciona um menor consumo de energia e melhor relação de brilho e contraste, mas torna o produto mais caro.
Quanto maior a resolução, melhor será a definição da imagem e o espaço para trabalhar. Com a diminuição dos preços dos monitores de LCD, uma boa opção é adquirir uma tela full HD, de 1920x1080 pixels, que custa a partir de R$ 400.
No caso dos monitores LCD e LED existem dois formatos principais o 4:3 (normal) que facilita a leitura e a edição de textos e o 16:9 (widescreen) que é perfeito para assistir a filmes. No caso do LCD e LED sempre utilize a resolução nativa para evitar distorções na imagem, principalmente em telas widescreen, que podem esticar a imagem de maneira desproporcional.
Os dois principais formatos de tela são 4:3 (normal) e 16:9 (widescreen). O formato 4:3 proporciona um bom número de linhas horizontais, o que facilita a leitura e a edição de textos. Já o formato 16:9 é perfeito para assistir filmes que, em geral, já adotam o padrão widescreen. Assim, você aproveita melhor o espaço disponibilizado pelo monitor e diminui as famosas “barras pretas” dos vídeos. Outra vantagem do formato wide é a produtividade: com um monitor de alta resolução, é possível colocar uma janela do lado da outra, sem prejuízos para a visualização, ao invés de trocar de janelas, como faria em um monitor 4:3.
Para descobrir o formato do seu monitor, basta dividir a largura pela altura da resolução nativa. Se o resultado der 1,33 (exemplo: 800x600 ou 1024x768), a tela é normal. Se der 1,78 (exemplo: 1366x768 ou 1920x1080), a tela é widescreen.
Também é possível que o resultado seja diferente dos dois exemplos. Nesse caso, quanto maior o resultado, mais “wide” (largo) é a tela.
Os melhores monitores para o público em geral possuem brilho de 300 cd/m² ou mais. Para obter boa fidelidade, é recomendado que se tenha uma tela com contraste de 800:1 ou mais. No entanto, com a criação do “contraste dinâmico” pelas fabricantes, a especificação acabou virando apenas uma medida de marketing, com valores de “5.000.000:1” ou até “50.000.000:1” em telas de LCD - assim como ocorreu com os watts PMPO, que não representam necessariamente a potência de um sistema de som e, na prática, não fazem muita diferença para o usuário final. Um monitor com contraste dinâmico pode ajustar a intensidade do backlight conforme a imagem exibida na tela.

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